Autoestima – Como melhorar

Descubra os principais sintomas da autoestima baixa, como ela impacta sua vida e dicas práticas para aumentar seu amor próprio.
Autoestima ou amor próprio é o valor que uma pessoa atribui a si mesma com base em suas experiências pessoais, emoções, comportamentos, crenças e a autoimagem que julga importante, podendo envolver aspectos negativos ou positivos. É a percepção que cada um tem de si mesmo e, por isso, pode afetar diretamente o bem-estar.
Na visão dos psicólogos Potreck-Rose e G. Jacob, existem quatro pilares da autoestima que precisam ser definidos:
- Auto aceitação: a capacidade de se aceitar como realmente é, sem julgamentos excessivos ou críticas constantes;
- Autoconfiança: a confiança em suas próprias habilidades, capacidades e julgamentos;
- Competência social: a habilidade de interagir efetivamente com outras pessoas, de se relacionar positivamente com os outros e de estabelecer conexões significativas;
- Rede social: apoio e a conexão que uma pessoa sente com outras, incluindo amigos, familiares e colegas de trabalho.
Desenvolver esses pilares pode ajudar a melhorar a autoestima e promover uma vida mais saudável e feliz.
Entretanto, nem sempre encontramos com facilidade, meios de desenvolver isso ao longo da nossa vida. É o que mostra um estudo realizado pelo instituto Ideia com 663 voluntários, revelando que apenas 3% dos homens brasileiros se acham feios. Ainda na mesma pesquisa, foi constatado que 20% das mulheres possuem autoestima baixa.
A psicóloga responsável pela pesquisa, Tatiane Possani, analisou de forma histórica os principais motivos que levaram as mulheres a se tornarem mais autocríticas que os homens. Segundo a especialista, desde muito jovens, as mulheres apresentam cobranças familiares e sociais em relação aos seus corpos e comportamentos, favorecendo uma maior insatisfação corporal.
Apesar dos avanços da luta feminista por igualdade de gênero e liberdade de corpos, a pscicologa explica que ainda há muitos resquícios do patriarcado, quando as mulheres eram consideradas um objeto de posse dos homens e vistas como inferiores. Essa realidade colaborou historicamente para que as mulheres valorizem a aparência dos seus corpos em detrimento de outros aspectos, como a funcionalidade do seu corpo.
A autoestima feminina e masculina é favorecida por aspectos sociais, culturais e por experiências individuais. Contudo, enquanto características físicas têm grande relevância para as mulheres, para os homens, fatores como o autorreconhecimento implicam mais na sua baixa autoestima, como o fato de estar empregado ou não, explica a psicóloga.
Influência da mídia
Padrões físicos são compartilhados e estimulados pela mídia a todo momento, influenciando a construção da imagem corporal, muitas vezes de maneira negativa. A imposição de um padrão atinge homens e mulheres, ainda que em intensidades diferentes.
Apesar de as mulheres serem o principal alvo de propagandas publicitárias e de terem seus corpos objetificados na mídia com frequência, sendo influenciadas de maneira relevante, os homens não são imunes a essas influências.
Impactos da baixa autoestima
As consequências da baixa autoestima podem surgir em diferentes áreas da vida do homem e da mulher, geralmente de maneira semelhante. A autoestima no geral é construída em uma série de domínios, como competências acadêmicas, aparência física, status de relacionamento e apoio familiar.
Cada indivíduo pode basear sua autoestima com mais intensidade em um desses domínios, o que define consequentemente a área mais afetada na sua vida.
Sintomas de baixa autoestima
Apesar da baixa autoestima ter raízes em experiências de infância, como bullying na adolescência, ou pressão estética e social que refletem em problemas da vida adulta, nem sempre ela apresenta/ apresentará sintomas patológicos, é o que conta a psicóloga em seu estudo realizado pela Universidade do Estado de São Paulo (USP): “de forma geral, a baixa autoestima pode favorecer o isolamento social, insegurança e a autodesvalorização generalizada”.- afirma a especialista.
No entanto, quando a autoestima de um indivíduo está diretamente ligada à aparência, diferentes transtornos podem surgir em homens e mulheres.
Em homens é comum notar:
- Vigorexia;
- Uso abusivo de álcool e drogas;
- Incapacidade de aceitar os próprios erros, sempre procurando culpados;
- Recusa em assumir responsabilidades e compromissos.
Entre elas podemos notar:
- Anorexia;
- Bulimia nervosa;
- Comportamentos de insegurança ou medo de interagir com outras pessoas;
- Dificuldade em receber elogios;
- Pânico de não agradar ou que suas atividades não serão aprovadas.
Uma pessoa com falta de amor próprio pode ser diagnosticada por um psicoterapeuta. Mas, enquanto você ainda não busca esse apoio, existem maneiras de elevar o amor próprio, como:
- Sair mais;
- Praticar exercícios;
- Tratar-se com gentileza;
- Fazer atividades que gosta;
- Cuidar da saúde.
Como manter a autoestima elevada!

Para cuidar do seu amor próprio, é importante aumentar os níveis de dopamina no corpo. Isso pode ser feito com a prática de exercícios físicos, leitura, música, terapia e cultivando pensamentos positivos.
Cuidar da alimentação é uma outra forma de cuidar da autoestima. Isso mesmo! Alimentação e autoestima tem uma ligação direta: quando nos alimentamos bem, nossa aparência melhora e consequentemente a nossa autoestima também.
Por outro lado, uma dieta restritiva ou um padrão alimentar pouco saudável pode ter um impacto negativo na autoestima.
Portanto, se você está lutando contra a baixa autoestima, existem alguns passos que podem te ajudar a construir uma relação positiva entre o seu corpo e sua autoestima. Aqui estão algumas dicas:
- Cuide da sua alimentação constantemente;
- Complemente a sua alimentação com suplementos alimentares, caso necessário e caso seja indicado por um especialista;
- Mantenha hábitos alimentares saudáveis;
- Inclua alimentos ricos em nutrientes em sua dieta.
Neste caso, o papel do nutricionista vai além de criar dietas, mas também alimentar a sua autoestima, promover a autoaceitação e proporcionar saúde com sabor. Sendo assim, busque ajuda de um nutricionista ou médico especialista para melhorar sua alimentação e qualidade de vida.
Em todo o caso, busque fazer atividades que estimulem a produção de serotonina (hormônio da felicidade), para que assim, você não busque esse tipo de prazer em casos que te façam mal, como comer comidas calóricas, tomar bebidas açucaradas e/ou alcoólicas, entre outras atividades que não ajudam na construção da autoestima alta.
Tenha um equilíbrio emocional, para não buscar na comida a sua fonte de felicidade, tenha um boa noite de sono e se atente ao equilíbrio hormonal, pois isso também influencia na nossa autoestima, ainda mais quando se trata do corpo feminino.